1 de mai. de 2011

Eu só quero..




Seu sorriso maroto era a minha ultima lembrança daquela alma translúcida e gelatinosa. Você poderia o moldar como quisesse talvez por isso eu o amasse tanto ou talvez por isso não demos certo. Seu rosto angelical com um suave toque de homem, aos meus olhos era apenas um menino. Sua pele marfim contrastava com perfeição com seu cabelo negro, seu perfume tinha um aroma amadeirado e o seu abraço me aquecia como uma lareira acesa em pleno inverno. Por mais que tente descrever como era estar ao seu lado, em seus braços, em meio a beijos ou a um simples olhar a distancia é impossível. Minha percepção a tudo se tornou inútil, já nada sinto ou desejo, já nada almejo. Eu só quero dormir e voltar para o sonho com aquele do sorriso maroto.




24 de abr. de 2011

(In)consciência


Minha cama se tornou como meu refugio, meus sonhos criaram meu mundo paralelo, mas não sei se devo temê-los pela sua esperança prometida ou sorrir pelo momentâneo prazer. Abrir os olhos me leva ao desespero habitual, esse mundo já não me pertence. Todos aqueles em quem eu confiei, acreditei e me apoiei desapareceram aos poucos na nevoa densa. Sinto-me em um vagão vazio dentro de um trem perdido sem paradas, os passageiros em sua maioria desceram em pares quando alguns poucos ao menos disseram adeus. Um trem qualquer, desgovernado, sem tripulantes ou passageiros, um trem fantasma que habita uma única alma torturada.
As respostas foram mudas aos gritos de socorro, talvez eu apenas deva aceitar, o tempo passou e meu lugar já não é mais esse, talvez eu nem tenha um lugar propriamente dito ou o meu lugar seja em meus sonhos. Tantas falsas dúvidas.
Sonhos se tornaram reais e a realidade agora só não passa de um pesadelo a onde o destino certo é sempre a solidão. Um coração de vidro vazio, uma mente bagunçada e cheia, uma alma torturada por promessas quebradas, essa talvez seja ela, ela talvez seja eu, ou talvez ambas não sejam mais ninguém.

16 de abr. de 2011

Coração reprimido



“A vida perde a razão, o vazio e o oco se tornam tudo. Como se nada, nem ninguém existisse. A inércia do nada elabora meu próprio eu, sinto falta dos sorrisos, dos beijos, do seu doce aroma ao meu lado. Pergunto-me de que adianta este jurado ultimo copo a minha frente, simplesmente não vale. Um copo que vai se esvaziando e tudo permanece igual. As lembranças não me abandonam, o seu perfume, seu calor, seu gosto me acompanha. Em ninguém eu encontrei algo parecido. Foi preciso me procurar em todos os lugares pra ver que não existe um eu, você o estava formando.


De que vale a angustia, o desespero ou o arrependimento agora? Nada, você está tão longe. Erros por pura imaturidade, deslizes nunca serão apagados. Desejo-te nem muito nem pouco, te desejo agora, só queria um abraço. Os livros não me confortam ou abraçam, meu futuro já se cria sem sentido. De que vale tudo que sei, se apenas descobri que você elaborava a verdadeira razão. O nada, é dele que eu vivo agora, se tornou real pra mim, e assim vai ser.


Apenas peso perdão, erros cometidos, saudade sentida e sentimento imerso em um imenso mar congelado esquecido em algum lugar. Sinto sua falta, e não tenho direito e não quero te magoar, apenas viva, seja feliz, mesmo que pra isso eu precise..”


Na tela o rascunho parecia tão cheio de sentimento e opaco em esperanças, isso apenas era ela sendo ela mesma, se abrindo como antes, se permitindo viver novamente. Porem o click se dirigiu ao outro espaço "Apagar" e era tudo o que ela tinha a dizer a ele, tudo que ela sentia em relação a tudo "NADA" e assim ficou. Perdão pela imaturidade de uma menina que pensava seguir o caminho certo.


5 de abr. de 2011

Inevitável

As noites tem se tornado cada vez mais escuras e frias, minha mente vive em uma ilusão profunda. As palavras que fogem de mim, os meus pensamentos que voam em rumos opostos, tanta coisa e tão pouco tempo. Agora meus olhos brilham mais não de felicidade, mas da angustia guardada pelo erro enfim admitido. Fora preciso muito tempo para aceitar que foi perdido. Hoje meus braços sentem sua falta, minha boca tem se tornado seca e amarga. Os sonhos que antes eram poucos e esperançosos agora tão pouco existem, mas ainda sinto uma faisca dentro de mim. Como se nem tudo estivesse encerrado em minha mente, embora na realidade tudo se torne impossivel, o inevitavel e o almejado. Vivo cada dia em busca daqueles sorrisos e daquele calor, mas que pra sempre serão apenas na memoria, o seu perfume ainda se mantem impregnado na minha ilusão. A sombra que me toma se mantem ali, e não sei até quando, talvez seja pra sempre. Que se for pra sempre se torne opaco o que ainda faisca, viver em sonhos seria menos doloroso do que a solidão certa.

4 de dez. de 2010

Amor de amizade


"Eu descobri que nossas diferenças são as coisas mais em comum que temos. Sem você o que seria de mim? Todas as vezes em que algo me derruba e caio em lagrimas, é o seu abraço que me conforta. Todos os conselhos que me fazem lutar vêem de você. As latas de cerveja, os copos de Whisky e as viradas de Tequila não existiriam sem você. Os cigarros não teriam sido abandonados sem sua ajuda. Eu não teria conhecido ele sem você, eu não sorriria hoje se você não existisse na minha vida. Eu não teria uma melhor amiga de verdade se você não fosse a ela.
Até logo, e cada vez que sorrir eu estarei contigo, quando chorar eu vou te abraçar, sempre vou segurar sua mão. Nós prometemos "sempre juntas" e nem o destino mudaria isso. Te amo Duda."

A garota de cabelo preto agora curto, e roupas de luto, chorava. Ela estava em frente ao ultimo depoimento de sua melhor amiga. Ela se lembrava de quando via o cabelo loiro reluzente ser cortado e com o tempo rapado, lembra de quando cortou o seu curto para lhe fazer companhia. Ela lembrava de cada vez que segurava a mão de sua amiga e dizia que tudo iria dar certo. Cada vez que ela ficava mais debilitada devido ao câncer, e cada vez que ela sorria para seu namorado e dizia que estava bem, mesmo sendo mentira. Eduarda jamais se esqueceria de sua ultimas palavras "Não se preocupe, quando for você, eu vou te guiar como você me guiou aqui amiga" seus olhos azuis já não dilatavam, seu corpo ficou desfalecido, e sua boca se tornou pálida e fria para o ultimo beijo de seu Thiago.

Após 60 anos, agora Eduarda estava cansada, sua neta estava sentada na beirada da cama, seu irmão segurando sua mão e pedindo para ela lutar, ela não conseguia dizer muito já que a voz rouca mal conseguia sair de sua boca.
-Não se preocupe Thiago, a Ana veio me buscar.
Como quem adormece, Eduarda fechou os olhos. Choros ao fundo foram abafados por uma sensação de calma. Novamente com 16 anos, as duas garotas deram as mãos e saiam juntas, eram almas gêmeas. Isso é o amor mais puro que existe, é um amor de amizade.

2 de dez. de 2010

Não sei se é amor

__Ela: Eu preciso te pedir perdão, eu menti.
_Ele: Como? Mentiu sobre o que? -sua voz rouca estremece ao falar.
__Ela: Todas as vezes que digo que eu tenho certeza do que sinto por você eu minto, eu não sei o que é mas, eu sei que é forte. Não sei se é amor ou não, só sei que a cada dia eu te quero mais, é algo que eu nunca senti. Você me faz arrepiar, sua respiração faz a minha acelerar, seus beijos me esquentam, sua ausência me machuca e seu corpo grita pro meu. Eu não sei o que é mais sei que é como se eu só pertencesse a você, e qualquer outro seria um erro, uma loucura.
_Ele: Então nós mentimos, mas se amor existe acho que é pelo menos bem próximo disso.
-Eles se beijam-

1 de dez. de 2010

Mais um *.*


Mais tarde vou postar algo, por enquanto estou agradecendo o outro selinho que eu ganhei da Gabi, do blog Lolita.


Indicados: