30 de ago. de 2010

Vicio não consumado


As palavras que antes me ajudavam a respirar aliviada, hoje fogem de mim. Meu maior vicio não pode ser consumado, a êxtase que eu já não sinto me percorrer a tanto tempo, preciso de socorro. Retire-me daqui antes que entre em colapso, eu preciso adquirir de volta todo aquele calor, toda aquela fome por palavras, por frases, por textos que me completam.
Eu descobri que sou movida pelo calor de um sentimento o qual pra mim morreu, me sinto fria, congelada por dentro, estar com alguém talvez seja errado, quando for a busca por algo que não existe, não passa de um plano irreal e improvável. O fracasso da minha vida que desmorona, agindo como vitima do meu próprio crime, quero ir além de tudo o que está na minha frente, o teatro bem elaborado segue com seu estereotipo criado a fim de garantias lucrativas.
Cansei de fazer parte dos planos de todos, e não sonhar algo possível. Preciso me renovar e me inspirar, as falta de palavras me sufoca, sinto a ausência da minha alma, meu mundo real, meu tão dito mundo concreto tem me levado ao fundo, obrigações as quais me dedico me arrancaram do prazer já vivido um dia. As estrelas já não fazem mais sentido, a lua tem se escondido entre as nuvens, tem sido difícil ver as luzes que antes brilhavam em torno de mim. Me sinto oprimida pelas minhas próprias crenças tão imaturas.

18 de ago. de 2010

Garotos

Seus olhos antes brilhantes agora opacos com um liquido translúcido e salgado escorrendo sobre sua pele marfim. Seu sorriso torto agora abafado por um grito de desespero, sua vida antes cheia de cores, agora apagada sobre desenhos monocromáticos sem sentimentos bons.
Tudo que nós sempre acreditamos que vai poder ser real, nos surpreendemos com a ilusão bem elaborada pelos personagens principais, nada passa de uma peça bem ensaiada, que nós garotas sempre chegamos atrasadas de mais pra podermos fazer parte do felizes para sempre.


Garotas, tantas vezes dizem que nós somos complicadas quando na realidade, garotos vocês que nos tornam assim.

9 de ago. de 2010

Capítulo fechado


Lamento pelas lagrimas escorridas, mas lembro com carinho das frases declaradas. Peço-lhe perdão por não ter sido completamente como desejava, e lhe agradeço por ter sido exatamente o que eu precisava. Agora nós podemos nos despedir, enfim o adeus é dito e não há mais lagrimas escorrendo sobre qualquer que seja a face, olhares de saudades podem existir, corações apertados, mas também a liberdade e a satisfação de poder ter vivido.
Você agora segue seu caminho com alguém ao seu lado, e fico feliz por estar sorrindo sem medo. Eu sigo o meu em busca de um ombro, embora não tenha alguém pra me seguir lado a lado eu sigo em frente sorrindo. Palavras ainda não foram inventadas pra descrever tudo o que vivemos, nem mesmo o que sentimos, mas com certeza algumas podem tentar descrever como estamos. Sinto-me tão confusa, já não sei medir o que senti e o que sinto, por quem mesmo que seja você. Foi bom enquanto durou, nada pode ser perfeito, a vida simplesmente segue seu rumo. Eu sinto como se tivesse acabado de terminar um capitulo de um livro, e a história ficasse ali, eterna porem já terminada.

3 de ago. de 2010

Memorias esquecidas


Ela procura o ar. Ele gargalha. Sua vida a engana. Seus desejos são atendidos. O tempo passa e a vida corre. Ele é feliz ao lado de outra. Ela procura seu sorriso em toda parte. Ele esta acompanhado de seu filho em seu jardim. Ela o busca em lembranças que restaram no lugar aonde se encontravam. Ele admira o nascer do sol alegre por estar aonde queria. Ela observa seu ultimo crepúsculo escurecendo, escurecendo, está escuro de mais pra saber se..

30 de jul. de 2010

Coração de vidro



Ele tinha olhos castanhos, intensos, vivos, brilhantes como de uma criança, bom ele ainda aparentava ser uma. Depois de ela ter o abandonado ao relento ele ficou diferente, seus olhos estavam mortos e opacos, suas atitudes se tornaram controladas, seus sorrisos forçados eram usados estrategicamente para não aparentar a dor que existia em seu peito que pouco a pouco aumentava à medida que ele sucumbia. Como em uma história que alguém contava, ele queria arrancar o seu coração e coloca-lo em uma caixa na torre mais alta que pudera encontrar. O tempo passou o seu coração não pulsa mais, ele está morto como toda aquela história; enterrada sem provas, sem testemunhas e ele como juiz julgou tudo aquilo como um grande e terrível pesadelo e só. Um dia uma garota o acordou, ela tinha cabelos escuros, os olhos vermelhos e a maquiagem borrada, seu jeito de se vestir era como uma armadura espantando todos que chegassem perto, parecia um animal encurralado. Ele sabia que precisava protegê-la, ela tinha vida, ela aparentava ter um sorriso lindo e os olhos mais encantadores. Ela se recuperou e ainda vive ele ganhou um novo estilo de vida, sua voz mais grossa falava coisas que lia em poemas nos ouvidos das meninas que queria, sabia jogar bem o jogo da vida aprendera coisas importantes com os tombos, sua barba rala enganava a sua idade junto com seu jeito de falar da vida e vê-la, mas ganhou o que mais precisava: Um coração novo de vidro de “agradecimento” da menina que antes tinha dado a mão, o melhor é que se ele se decepcionasse de novo e se o coração quebrasse ninguém daria outro com tão perfeito encaixe, ele também não iria querer ele só aceitou outra chance pelos lindos olhos brilhantes daquela menina.




Elias Ancores de Oliveira

29 de jul. de 2010

The end.


As lagrimas que agora derramo por você ter me feito sonhar, serão as ultimas. A vida que você me fez imaginar tantas vezes, acabou antes começar. Suas decisões nos levaram e esse recomeço, um recomeço forçado aonde eu já começo mal. Fui jogada dentro de um buraco do qual não consigo sair, nem a mão dele estendida pra mim eu consigo segurar. Está frio de mais, a lua ilumina o poço no qual cai, a água reflete a sua imagem perfeita, ela esta amarelada e grande, tão bonita que me faz ficar sem ar.
Mas sou obrigada a admirá-la sozinha, a água fria que encontra com o meu corpo me faz tremer. Eu sinto a dor da ausência dos seus braços envoltos de mim, mas isso não muda a ardência das lagrimas de sangue que queimam minha face, e deixa marcas aonde secam. Por muito tempo me senti flutuado, agora eu sinto como se o fim estivesse perto. Meu corpo já não agüenta tudo isso a minha volta, meu corpo é o único que restou e esta morrendo, a minha alma se foi há muito tempo, junto com aquele liquido salgado e translúcido que desenhou meu rosto e vi secar em meus lábios.

28 de jul. de 2010

Nem sempre foi assim.



Ela acreditava em "felizes para sempre", ela acreditava em contos de fadas, ela acreditava em amor verdadeiro com apenas 13 anos, ela descobriu que as coisas não eram bem assim. Uma noite, não era pra acontecer desse jeito, ela esperava mentira de todos menos dele, ele nao era real era apenas uma mentira bem elaborada, ela vivia por ele, respirava por ele, ela amava ele, mas ele nunca existiu.
O tempo passou, ela nunca o esqueceu, ela já não era mais a filha meiga, seu cabelo loiro grande com franjinha tinha sido trocado por um repicado moderno com pontas pretas, o rosto angelical agora era tomado por uma maquiagem pesada que marcava bem os olhos. Seu jeito de vestir tambem mudou, faixas no cabelo foram trocadas por um boné aba reta, vestido delicado de bonca por uma bermuda justa com cinto de taxinhas, uma blusa colada e transparente. Mas existem coisas que nunca mudam, ela ainda o amava, mas o sentimento nao era o mesmo de antes, ela o prendeu dentro de uma caixa e a jogou debaixo da cama, talvez um dia ela lembre dessa caixa, ninguem mesmo faz questão de que ela seja aberta.