12 de jul. de 2010

Escolhas


Um menino como todos os outros, um menino que não se destaca na multidão cinza e monótona da cidade. Um adolescente com sonhos, ideais, vontades, brigas, e claro garotas em geral. “Não era belo, mas mesmo assim avia mil garotas afins”, mas ele não era como os outros neste ponto, ele era ideal e único, havia alguém de pele branca, alguém que não se destacasse pelo seu corpo, mas pelos seus olhos que combinavam com o tom do cabelo, castanhos. Ela não era presente como ele queria, ela só ouvia as besteiras dele, ela não estava em uma rodinha de amigos com ele nem tomava uma caneca de chocolate quente em uma tarde fria, mas isso era dispensável comparado com a necessidade que ele sentia dela. Os anos passaram o seu corpo foi marcado por cicatrizes que a vida lhe deu, mas o coração estava bem, dessa vez. Ele estava tranqüilo e ímpio, ele estava feliz apresar de nem todos os seus sonhos tenham se realizados, nem todas as suas vontades tenham sido feitas e nem todos os porres tenham sido tomados, ele estava como quem sempre sonhou e esperou tanto tempo Enfim ela estava ali a sua frente enrolada entre os lençóis brancos, ele poderia viver aquele momento pra sempre, a vendo dormir tranqüila quase com um sorriso no rosto. Bom ele poderia vigiar o sono dela todas as noites e ele o fará. Enquanto isso um pequeno feixe de luz que entrava no quarto pelas venezianas da janela e iluminava delicadamente a sua aliança fina de ouro branco, pronto agora ele tem uma grande e eterna estrada com flores, obstáculos e espinhos, mas pensar naquele momento nisso tudo era perda de tempo já que agora eles viviam a esperada lua-de-mel e bom, ele viu que esperar pela felicidade verdadeira foi a melhor escolha.

Elias Ancores de Oliveira

7 de jul. de 2010

Inertes







O jeito em que seus olhos brilhavam diante de uma inédita idéia, sobre a hipócrita sociedade em que vivemos sobre a falta de senso de todos em nossa volta, sobre a tolerância de nossos corpos a inércia da vida a nossa volta. Ele reage a todo esse movimento patético e a idéia contraria e a que ele tem fé, enquanto eu me mantenho imóvel e aceito certas imposições, eu convivo com um suplicio diário, eu sucumbo diante a hipocrisia que eu mesmo provoco. Ele tenta me salvar estendendo a mão pra mim, é difícil, mas não impossível salvar o que ainda resta de real e insano dentro de mim. É loucura, ele mesmo pode se perder nesse martírio, mas ao sentir a força de sua mão envolta da minha, vejo que é mais do que eu esperava dele, é mais do que acreditei encontrar, é mais real que tudo a minha volta. Obrigada por ser real pra mim.
Lin sim, nós daremos as mãos e andaremos nessa estrada dificil, cheia de buracos, JUNTOS.

1 de jul. de 2010

Indefinido.


Todas as minhas manhãs têm sido de certa forma iguais, eu tenho olhado pela mesma janela há meses e visto a mesma coisa, nada já que a neblina densa não me permite ver nada alem do verde borrado da grama. A minha vida tem sido tão angustiante como olhar por aquela janela toda manhã e ver o mesmo. Toda manhã quando eu saio porta a fora e, o vento frio atinge o meu rosto que chega a queimar, eu me lembro como as lagrimas queimaram meu rosto naquela noite em que ele se foi.
Tudo parecia tão normal, tão dolorosamente calmo, mas não era. Eu vivi da forma mais intensa que poderia, me esqueci que havia um limite e eu o ultrapassei sem vê-lo. Por tempo de mais insisti em algo irreal, em algo que o destino não havia reservado pra mim e não tinha porque insistir. Eu olho pro céu e ele esta tomado por um cinza escuro, que me traz um sentimento amargo no peito, me lembra a partida dele. A grama parcialmente coberta pela neve deveria me alegrar com sua calmaria, mas me torturava com sua persistência.
Minha mente lutava contra os meus sentimentos a fim de me levar a outro ponto, a um lugar aonde não escorreriam lagrimas sobre meu rosto e aonde esse sentimento não explodiria de mim toda vez que ouvisse a nossa musica. Foi pouco tempo, mas não importa a quantidade e sim a intensidade, e foi intenso de mais pra mim, mais intenso do que ele permitira ser pra ele. Existem coisas que não valem arriscar, e eu arrisquei uma a qual eu perdi totalmente sem chance de reconquista, eu a perdi por uma falsa recompensa, uma recompensa instável. Eu a perdi por ele. Vivem me pedindo pra viver o presente, e também para não me arrepender, ver com bons olhos o quanto durou. Mas a mágoa no meu peito e maior que as lembranças na minha mente. Nunca nos definimos como um, apenas nos autodominamos indefinidos.

26 de jun. de 2010

Let's play the game.

Start, e a vida enfim começa, ela é realmente como um jogo, você começa aprendendo as coisas mais básicas. Depois de alguns níveis você aprende alguns truques e descobre que existem bônus e claro, atalhos únicos. Depois de algum tempo jogando, você encontra alguns níveis realmente difíceis pra você, mas não pra aquele seu melhor amigo. Você vê seus pontos fracos e se joga nos seus pontos fortes, você às vezes perde em algum nível e é obrigado a começar ele de novo, mas não desiste você quer a recompensa. O problema é quando você fica preso em um nível, um aonde você só consegue cair no buraco e só suas fraquezas estão à mostra. Com muito esforço você vai conseguir passar, de nível em nível você vai conquistando muitas coisas, você adquire respeito, experiência, você se torna melhor em quem é. Acontece que sempre tem o teste final, e depois do ultimo nível é fim de jogo e não tem nada, não a recompensa final não se iluda, não existe nível extra só existe o final de tudo. Game over é apenas uma conseqüência de uma crise de desespero, você perde por não saber jogar. Existem sempre aqueles amigos que vão te ajudar os que parecem ser bons, os que parecem ser malvados, e claro os que querem te fazer voltar ao inicio ou simplesmente declarar GAME OVER. Jogos nem sempre são justos, apenas jogue; Vidas nem sempre são justas, apenas a viva.

22 de jun. de 2010

Hey, eu te amo tá?


Talvez essa declaração nunca precisasse ser pronunciada, talvez esse sentimento nunca precisasse ser sentido, e talvez ela nunca devesse ter acreditado. Sonhos perdidos num tempo que nunca chega e nunca passou, devaneios perdidos da razão, momentos soltos no ar sem poderem ser alcançados, tudo isso é o que restou do “ele” pra ela. Mesmo que tão pouco, foi o mais intenso, mesmo que tão longe do físico foi o mais próximo do verdadeiro, mesmo que nunca mais vai ser o único pra sempre. sz'

9 de jun. de 2010

Até algum dia.


Nós já fomos mais que amigas, éramos como irmãs. Em você eu me via, eu cuidava dos seus passos e por muito tempo você foi a minha única melhor amiga. Até acontecer algo que não acontece com amigas-irmãs, mas todas erram e eu não responsabilizo só você. Perdão pelas vezes em que eu não fui uma melhor amiga também. Agora você segue um caminho e eu outro, talvez nos encontremos de novo, mas essa realidade pode estar muito distante ou nem existir. Não sei bem como, mas um dia espero que nos perdoemos, e saiba que eu só desejo seu bem.

8 de jun. de 2010

Broken for you




Eu espero que você ainda se lembre de mim. Mesmo não estando do meu lado eu consigo sentir seu calor em minha volta. Por você eu veria o meu ultimo pôr-do-sol. Achei que seriamos sempre dois, mas me enganei pelo o que vejo. Meu coração está em pedaços e mesmo assim você é constante nos meus sonhos, você me fascina e faz meus olhos brilharem, eu queria apenas ter forças pra poder dizer “Adeus”. Meu mundo desabou, a pressão de toda essa ironia me deixou paralisada, você continua vivendo e curtindo enquanto tudo a minha volta desmorona sobre o que ainda restava de mim. Já me responsabilizei de mais pelo nosso final, não consigo seguir em frente, não vejo possibilidades enquanto meu coração deixa você vencer, me perdi em sua pulsação, me pergunto se ainda se lembra que eu tentei e você nunca me ouviu. Meu coração já não me incomoda mais por não bater, não entendo todo esse masoquismo partindo de mim, talvez porque eu acredite em um futuro com você.