28 de abr. de 2010

kwop kilawtley.


Pela primeira vez eu me olhava no espelho e não me deparava com um rosto pálido e cansado, com oleiras profundas, com um olho escuro sem brilho, um cabelo bagunçado, sem nada de maquiagem. Alguém que aparentava sem muitos motivos pra sorrir, alguém que ocupava seu tempo calada e chorando em seu canto. Agora eu me via no espelho e gostava do meu reflexo. Enfim eu conseguia ver uma garota de pele clara e alegre, seu rosto parecia se iluminar, seu olho voltou a brilhar de forma tão intensa, pela primeira vez em meses eu estava feliz de verdade.

Eu não conseguia acreditar no que havia lido, ele estava aqui, enfim ele estava aqui. Não tinha muito tempo a mensagem de texto só dizia " As 3 horas eu vou estar na porta da sua casa se você quiser falar comigo. Diego". Eu tinha pouco tempo para me arrumar, meu cabelo fora preso para traz deixando meu rosto mais a mostra, uma maquiagem básica, nada de mais ja que estava fazendo calor, no meu corpo o cheiro de rosas do creme que passei depois do banho. Então o relógio marca 3 horas, e em seguida 3:30 e assim vai até dar 3:55, eu desisto de esperar, não tinha mais porque, assim que me viro ouço uma voz de um homem ansioso e desesperado.

-Lu, por favor, espera!

Era ele, sua pele morena, seu cabelo meio bagunçado, se vestia de forma meio social em um calor desses. Era ele, eu jamais esqueceria aquele olhar, ele era marcante até mesmo por traz dos óculos de grau que o davam um chame especial, um jeito de nerd. Ele era tão lindo, era mais lindo do que eu poderia imaginar, ele era perfeito. Meu coração acelerou, minha respiração estava ofegante, meus olhos se apertavam e tentavam não derramar lagrimas, minha boca sem pedir permissão se abriu em um grande sorriso e tudo o que me vi fazendo foi o abraçando e chorando.

-Tanto tempo eu te esperei. Nunca desista de mim, eu preciso de você.

-"kwop kilawtley".

27 de abr. de 2010

Wrong girl


Garoto certos foram feitos para garotas certas, e para as garotas erradas só restam os garotos errados. Nunca fui a menina que sonhava com o principe encantado do cavalo branco, e ele é exatamente aquele cara, uma amizade que pra mim nunca mudou mas pra ele nunca pareceu ser suficiente. Eu sempre brinquei e ri do seu lado com o maior carinho e sem notar que por traz daquele rosto em que confiava tudo existia alguem que poderia me fazer feliz.

Sim ele pode, sim eu sei que ele me faria feliz, acontece que eu não posso e não consigo. Pra mim ele é meu amigo, pra ele sou alguem especial. Estou machucada de mais pra poder gostar de alguem assim. Pessoas especiais podem voltar a ser simples e eu prefiro assim. Não quero me arrepender de algo por não ter feito, pior ainda é fazer algo que vá mudar tudo o que ainda nos resta. Amizades são assim, as vezes nós confundimos e eu torço pra você dizer que tudo foi ilusão, não quero perde-lo mas tambem não quero te-lo como ele quer.
I'm just the wrong girl and I can't change that...
"Me desculpe, não posso ser a garota certa e você não pode ser o garoto errado. Mesmo assim acha que daria certo?"

25 de abr. de 2010

Ilusão


E assim tudo se foi, com um piscar de olhos você já não tava mais lá. Eu estava sentada no nosso banco, aonde demos o primeiro beijo, aonde você me pediu em namoro, aonde terminamos. Eu cometi mais erros do que poderia, eu sonhei com mais oportunidades do que eu tive, te tive e não me toquei do que eu tinha. Eu vou fazer valer apena minha vida apartir de agora, eu vou levantar a cabeça e seguir em frente, já derramei lagrimas de mais sem porque, ja chorei muito sem ter motivos reais.

Você foi só mais uma ilusão, a ilusão mais proxima a perfeição que eu ja tive e a mais distante da minha felicidade. Eu sempre tive muita sorte, bom até agora. Eu tinha minhas vontades feitas, meus sonhos realizados, eu tinha meu futuro totalmente planejado. Agora eu tenho sido esquecida, fui colocada de lado, tenho tido pesadelos, eu já não sei nem do meu presente. Podia ser tudo diferente, escolhas aparentemente certas nem sempre nos levam a um final feliz.

22 de abr. de 2010

Um dia vai ser assim.


Eu o reconheci de longe, jamais me esquecerei daquela imagem, ele diante de mim. Um garoto alto o suficiente para ser um jogador de basquete, a pele clara como a minha, olhos de um castanho escuro quase preto, seu olhar se destacava pelos longos cílios e a sobrancelha perfeita, seu cabelo com um tom natural de dar inveja, um preto reluzente. Seus traços eram finos, eram traços europeus que apresentavam um rosto muito bonito, a boca de um rosado claro e bonito.
Ele esperava por alguém, seus olhos ansiavam a presença de alguém, procuravam os meus. Podia se notar que havia escolhido sua roupa com seriedade, um jeans escuro, um tênis marrom claro e uma camisa social de um rosa bebe um pouco aberta aonde aparecia o colar grosso de prata. Meus olhos o chamavam para um encontro, olhei para o lado a procura de um espelho, olhei em direção a uma porta de vidro e vi o reflexo de uma mulher que pensara bem na roupa certa, maquiagem intacta, puxando uma grande mala, mas mesmo assim seu rosto estampava certo cansaço, e certa tristeza incomum.
Pessoas passavam entre nós, eu caminhava em sua direção e seus olhos me encontraram. Olhares trocados, ambos abrimos um sorriso espontâneo, era como ver o sol brilhar depois de uma noite de tempestade. Finalmente nos encontramos, agora eu teria o meu ombro, o meu abraço, agora eu teria alguém em quem confiar. Depois de tanto, até que enfim, ele caminhou até mim assim que parei na metade do caminho, seus passos eram rápidos e urgentes.
Todos os olhares foram voltados pra nós dois. Ele me abraçou com muita força, foi um abraço quente e acolhedor, um abraço verdadeiro e que me aconchegou perfeitamente. Eu precisava daquilo, eu precisava de um abraço como aquele para me sentir bem e me acalmar, pra poder me dizer que ainda existem porquês nessa vida que vive nos colocando armadilhas. Depois de um longo abraço, ele corta o silencio.
-Obrigada por estar aqui!
Quem realmente tinha que agradecer era eu, mas me resumi a sorrir ainda não era o momento de conversarmos sobre o que eu havia passado. Seguimos juntos para a saída do aeroporto, abraçados, mas agora era ele quem levava a minha mala.

21 de abr. de 2010

Our destiny



Eu deixei vestigios pra você me procurar, mas você não procurou. Você passou por eles sem ver, você simplesmente os ignorou, passou reto como se nunca tivesse existido nada, antes que o sol se ponha eu sei que você vai lembrar como formavamos dois. Você me deu tudo que eu sempre quis e agora simplesmente me ignora. Você passa por mim e nem me vê mais, eu ainda sinto seu calor em minha volta enquanto você passa por perto como se nem me conhecesse.

Minhas noites agora me atormentam, minha vida agora eu já nem vivo mais. Já nem sei o que que eu fasso, se eu durmo tenho pesadelos, se eu fico acordada eu vivo meu próprio pesadelo. Seu cheiro fica na minha mente, seu gosto eu ainda sinto na minha boca, mas eu ja nao tenho mais a sua presença. Você me faz tanta falta, mas a gente vai aprendendo a seguir em frente, erguer a cabeça e continuar respirando.

Dois dias depois.
Eu havia programado meu dia todo, precisava estudar e era a unica coisa que eu faria. Me sentei diante do meu fichario aberto, diante dos meus livros, eu ainda tinha muitas contas para fazer e muitos textos para traduzir. Meu celular toca, não consigo acreditar no numero que eu vejo aparecendo na tela, eu so poderia estar sonhando mesmo que isso nao se parecesse em nada com um sonho.
Não sabia se dessa vez seria um pesadelo aonde o que eu escutaria ou veria iria me fazer chorar, ou me levaria a sorrir, acontece que sonhos são sempre sonhos e acabam quando a gente acorda. Porque não arriscar? O celular reclamava, gritava pra mim, eu precisava atender. Apertei o botão verde e levei ao ouvido.
- Alo? - Eu disse com a voz meio trêmula.
- Ola Mila. Como você está? - Uma voz que fez meu coração vacilar, meus olhos se encherem de lagrima e meu corpo ficar fragil.
Assim foi, conversa vai e vem, lagrimas escorrem, perdões são aceitos, palavras não são ditaa e exatamente aquilo que me faz sofrer de novo, eu queria que fosse um sonho para poder pronuncialas e depois esquecelas, mas eu queria que nao fosse pra poder viver aquilo de verdade. "Então você ta disposto a ficar comigo, ta disposto a deixar seus momentos de fraqueza por mim ?" Não era um sonho e eu era covarde de mais pra falar, desliguei o celular com um tchau mau pronunciado, trêmulo e resentido, fechei os olhos e me forcei a cordar.
Eu forçava a me ver levantando da minha cama com cabelo bagunçado e o rosto cançado de mais uma noite mal dormida, não, eu me vi diante do meu fichario com lagrimas escorrendo no rosto e meu celular na minha mao e a ultima chamada era dele, eu realmente havia falado com ele. Eu tentei fugir dele, tentei fugir de mim e voltei pro mesmo lugar de antes, voltei pro mesmo começo ou pro mesmo fim ja nem sei. Agora tenho problemas de mais pra resolver, eu quero o cara de antes. Eu tive coragem o suficiente pra me decidir, só falta agora a coragem suficiente para não ter medo.


Ps. Ani amei teu texto *.* ajudo e mt. Mih bgd pelos conselhos *.*

20 de abr. de 2010

Sonhos são assim.

Tinha certeza de que era um sonho mais nao era tão facil assim aceitar. Tinha certeza de que era apenas fruto da minha mente, mas eu queria tanto acreditar que era real, era minha maior vontade que isso realmente acontecesse. Lá estava ele, diante de mim, ele estava vestido com aquela blusa de manga azul escura, um short preto e o tenis, aquele era seu jeito casual, meus olhos chegavam a chamuscar a luz do dia quando eu o vi, mas estava tudo meio embaçado, mesmo percebendo isso nao tinha os demais detalhes.
Eu sei que era um sonho, mas torcia para ser mais um deja vú, estavam tão frequentes, porque não haveria de ser? Ele estava tão lindo, estava sentado e me chamou, quando eu cheguei perto ele me abraçou de forma tão apertada que eu realmente pude sentir o aperto em minha volta, mas era tudo ilusão. Acordo e me olho no espelho, eu vejo a imagem de uma garota cansada, com cabeços bagunçados, olho no relógio já eram 6:25, eu precisava correr mesmo que o colegio fosse no quarteirão ao lado eu tinha que me arrumar ainda.

Me arrumei o mais rapido possivel, calça jeans azul claro, uma chinela no pé, o uniforme e a blusa de frio do colégio, material debaixo do braço e assim eu passei pela porta da sala dando tchau pra ninguem, entrei no elevador e já era 6:55, por mais que meu banho tenha sido rapido me enrolou o suficiente para chegar no segundo horario. Mesmo assim me apressava para nao perder a primeira aula. Assim que saio do portão do prédio, me dou de cara com ele. Ele estava do mesmo jeito de quando eu havia sonha, enfim meu deja vú, ja tinha esquecido do colégio ele ja nao ligava, mais eu só conseguia pensar nele.

Quando eu o vi meu olho brilhou tanto, eu me forçava a não sorrir, meu rosto se iluminava. Foi rápido demais, tão rápido que não pude ver que tinha uma garota do meu lado, ela parecia mais nova de rosto, não de corpo. Ela foi até ele, e se abraçaram, foi um abraço tão intenso como o do sonho mas agora era real e pior não era eu abraçando-o. Eu passei pelo casal feliz que trocava beijos, ele me comprimentou com um aceno. Aquilo me machucou de novo, fingi um sorriso que pareceu não convencer muito, e abaixei a cabeça e segui pro colégio, parei bem na esquina olhando para o portão enquanto todos corriam.

Decidi mudar meu caminho olhei para traz agora eles iam na direção do meu predio abraçados, foram as minhas escolhas me fizeram chegar neste fim, talvez aquele sonho fosse pra me mostrar como seria, mas agora eu perdi. Continuei andando assim que chego na porta deixei minha carteirinha cair, uma mão e mais rapida que a minha, derrepente uma voz gentil e marcante me corta entregando o meu cartão de entrada, aquele rosto não me era estranho mas era conveniente, ele abriu um sorriso tão bonito e me acompanhou até a mesa, e ali sentamos e ficamos conversando.

Perdi oportunidades e ganhei outras, se pudesse escolher não estaria assim agora, não quer dizer que eu não possa ser feliz, so quer dizer que não posso acreditar em sonhos, sempre que torço para serem reais eles nao acontecem. Sonhos são apenas sonhos.

19 de abr. de 2010

Destino final


É incrivel como o tempo passa e mesmo assim nos mantemos tão indiferentes em relação as coisas que mudam a nossa volta, agimos como se não fosse fazer diferença, e talvez não fassa de imediato, porque mais para frente muitas coisas vão ficar diferentes. Quando você altera o caminho do colégio pra casa, durmir em vez de ver tv, mudar uma unica coisa no seu dia, quando você decide fazer algo diferente, você está alterando sem ver o resto do seu dia, alterando a ordem do que vai acontecer. Talvez nada drastico vá ocorrer, talvez você vá se arrepender e talvez esse minimos detalhes vão te fazer ter o dia mais feliz.
Nós nem mesmo nos damos conta de como as coisas estão ligadas a minimos detalhes, como você pode escolher o seu futuro, mas algumas escolhas precisam ser feitas as cegas e isso é o que mais te assusta. Te assusta não poder saber o que vai acontecer, a cada tentativa de tentar programar o dia algo sai diferente, que seja nos colégios quando algum professor falta ou você sai de sala, que seja em casa que você chega e não tem ninguem ou que você esteja passando mal. Nós e nossa eterna mania de querer saber tudo, o que nos aguarda, o que nos espera, sem saber que caso descubrirmos poderemos perder tudo que ainda nao conquistamos.
Não podemos programar nossa vida com total certeza, porque sempre vai ter algo de diferente acontecendo, o pneu do carro que fura, acordar atrazado num dia de prova, comer algo que te fez mal, desencontrar com aquele alguem que você tanto queria ver. Nossa vida e feita de escolhas, todas muito importantes, algumas dependem de um certo tempo e esforço, enquanto outras dependem de um simples decisão do nada. O problema é que não sabemos o que vai vim, podemos ter espectativas e nunca certezas, mas e assim e sempre vai ser, não ia ser agora que ia mudar e nem mesmo tem como. Quando você decidiu ler esse texto fez a sua escolha, isso pode afetar muito ou pouco, eu não sei, mas tente esperar o melhor. Nos não sabemos o nosso destino final e isso é imutável.