19 de mai de 2010

Alma navegante

Eu sentia o escorrer das lagrimas pelo meu rosto, elas eram insistentes e não pediam licença. O escorregar daquele liquido frio sobre o meu rosto ardente era uma forma de deixar a dor passar, era uma maneira de dizer “O tempo cura”, o telefone ao meu lado grita por mim sem parar, mas meus olhos se recusam a abrir, minha boca a se mover e minhas mãos a buscá-lo.
Meu coração esteve o dia todo apertado como há meses atrás, e agora eu sei o porque, eu acordei de novo de um sonho que não queria acordar. Vejo-me navegando sem rumo após a tempestade, sou a minha própria tripulação enquanto perdi o meu único mapa para o porto, minha bússola já não aponta para lugar algum. Estou fadada a morte embora tente evita-la. É difícil aceitar, mas não impossível, o pouco que havia restado de mim, está perdido no fundo do oceano.
O fim já não me atormenta mais, o que me apavora é continuar vivendo.

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