31 de out de 2010

Change


Aos poucos vou notando como minha vida é superficial, já não importa os gritos vagos de chamadas insistentes no meu telefone, os copos que viro sem pensar, as saídas sem horas pra chegar, a companhia requisitada, não importa o quanto todos precisem de você, se você mesma não é suficiente pra si. Minha vida fútil e desorganizada, com doses de tequila, com movimentos exagerados, risos hilários, conversas estranhas, amizades eternas ou companhias presentes, você sempre sente falta de algo, e é o vazio dentro de você mesmo.

Meu medo do futuro já não é mais consumado, afinal de contas mal tenho vivido meu presente, sinto meu amanhã condenado. Quantas vezes eu digo “vamos nessa” e sempre da boca pra fora, sou aquela que assiste e espera uma mão puxa lá, talvez deva seguir meus conselhos, fazer por merecer quando sou importante, preciso me completar, mas sinto ser complicado quando já perdi uma boa parte do meu eu. Eu não acreditava que as pessoas mudavam tanto até que não me reconhecesse mais.

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