2 de out de 2010

unanswered


Meu coração martelava batidas rápidas e atordoantes, um perfume pregado em mim que eu repudiava, meus braços soltos sem um aperto, a voz dele me tentava trazer ao real, como pude ser tão estúpida? Estive perto de mais, mais perto do que nunca de perder o que eu tinha de mais seguro. Sentia-me como prestes a pular de um precipício, o vento frio que deveria queimar minha pele era a vergonha sobre mim mesma, a mentira transparecendo sobre o meu eu.
Um ponto as vezes vem acompanhado de outro, sua voz me pedindo a verdade, minha mente delirando em medo, doeu tanto dizer cada palavra como nunca doera antes. Como se fosse marcada a fogo eu sentia um golpe em mim mesma, não sei bem o que estava se passando dentro do meu coração. Eu tinha uma promessa a ser cumprida que não pudesse ser quebrada, eu não tinha esse direito, não tinha o direito de sentir falta de um abraço, de um calor, nem mesmo de um olhar.
Agora eu sei que não posso sempre me controlar, desculpas não respondidas fora tudo que ganhei junto com uma nova chance, porem tudo isso vem acompanhado no meu interrupto medo de voar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário