21 de jun de 2011

Doce.. falsidade




Perdão mas minha garganta está seca de mais para me permitir sonhar, meus lábios estão sangrando e meus dentes insistem em cortá-los. O sangue que tento fazer esvair-se não vai embora, o coração que tento silenciar não para. Porque? Minhas lagrimas agora possuem um dono amargurado, a mentira. Como seria acordar mais uma manhã, seguir sua rotina e descobrir que todos são mentirosos? Como seria abrir os olhos e ver quão falsos seus melhores amigos são? Como seria ver nos lábios deles o sorriso de ironia quando você vê uma amizade se esvaindo?
Eu queria não ter acordado, queria ter permanecido com os olhos fechados e não voltar para lá, aonde todos são falsos e egoístas. Aquela em quem eu confiei tudo, nada tem de verdadeiro. Eu mesma vendei meus olhos e não enxerguei, quando ela se referia aos outros daquela maneira rude. Quando ela os desprezava, em algum momento ela me martelava. Prefiro me desligar, o tempo com eles este mundo podre está no fim agora.
Eu posso sentir minha mente perder-se, queria acreditar em fidelidade, em amizade verdadeira, em sinceridade, mas tudo isso se foi. Uma escolha errada me obrigara por um ano viver na falsidade. Perdão, mas não suporto mais. A menina de alma transparente não está ao meu lado, aquela que eu realmente deveria chamar de melhor amiga. Enquanto eles riem pelas minhas costas, meus fracos braços amassam aquela nossa foto, com sorrisos falsos de uma amizade irreal. Demorei mas eu me levantei ei garota esnobe, ei garota inerte, você mesma garota superior, você não passa de nada, um simples lixo que ainda não foi jogado fora. Minha visão embaça, e ao fundo escuto gritos, ao fundo escuto me chamarem. Golpes fortes contra uma porta bem trancada, gritos de socorro, gritos por mim. Eu sei que nada disso é real. Vocês doces amigos falsos, nunca foram reais.

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